O termômetro do risco nas relações entre empresas no Brasil: inadimplência de CNPJs, negativação e recuperações judiciais, consolidados em uma leitura única para quem vende a prazo, concede crédito e contrata fornecedores.
Quatro indicadores que resumem o ambiente de crédito entre empresas agora — todos de fontes oficiais, com a variação que importa.
Percentual da carteira de crédito de pessoas jurídicas com atraso superior a 90 dias, mês a mês. Depois de rodar perto de 2,7% ao longo de 2025, o indicador engatou alta em 2026 e atingiu 3,24% em maio — o maior nível da série recente.
2025 fechou como o ano com mais pedidos de recuperação judicial da história da série da Serasa Experian, e 2026 começou em patamar elevado: em janeiro foram 53 processos de recuperação judicial, envolvendo 126 CNPJs, além de 28 pedidos de falência. A agropecuária lidera as recuperações (41 empresas em janeiro), seguida por serviços (37) e comércio (27).
Um cliente em recuperação judicial dificilmente paga fornecedores em dia — e a fila de credores é longa. Consultar o CNPJ antes de aprovar o pedido evita entrar nessa fila.
Fornecedores críticos em dificuldade financeira são risco operacional: podem parar de entregar no meio do contrato. Due diligence financeira contínua detecta o problema antes.
O que os dados deste trimestre significam na prática para cada decisão da sua empresa:
Com a inadimplência PJ subindo há 5 meses seguidos e 9 milhões de CNPJs negativados, aprovar crédito só pelo histórico interno ficou mais arriscado. O padrão que protege a margem: consultar CNPJ, sócios e protestos antes de toda venda a prazo relevante — e reavaliar clientes antigos, porque 86% das dívidas estão em micro e pequenas empresas, o perfil mais comum na carteira B2B.
O avanço das recuperações judiciais recomenda incluir saúde financeira na due diligence de terceiros, não só checagens reputacionais. Contratos longos com fornecedor único merecem monitoramento recorrente do CNPJ.
Empresas pressionadas financeiramente aumentam o risco de passivo trabalhista na cadeia (prestadores que não recolhem encargos, por exemplo). Background check de prestadores e sócios reduz a exposição.
O Índice Tratum consolida indicadores públicos oficiais em uma leitura trimestral qualitativa (risco em queda, estável ou em elevação), definida pela direção conjunta dos três pilares: inadimplência PJ (Banco Central), negativação de CNPJs (Serasa Experian) e recuperações judiciais (Serasa Experian). Nesta edição, os três pilares apontam para cima — por isso a leitura é risco em elevação. Os dados de origem não são alterados; a consolidação e a leitura são análises da Tratum.
• Banco Central — SGS 21083: Inadimplência da carteira de crédito, Pessoas jurídicas, Total
• Banco Central — SGS 21086: Inadimplência da carteira com recursos livres, Pessoas jurídicas
• Serasa Experian — Indicadores econômicos (inadimplência das empresas e recuperações judiciais)
• Serasa Experian — Recuperações judiciais, janeiro/2026
A Tratum verifica CNPJs, sócios, protestos e antecedentes em minutos — antes da venda a prazo, da contratação e do contrato com fornecedores.
© Tratum — Índice Tratum de Risco B2B · edição julho/2026 · próxima atualização: outubro/2026