Quando uma empresa precisa avaliar fornecedores, parceiros ou prestadores de serviço antes de fechar negócio, a due diligence de terceiros deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência — legal, financeira e reputacional. Mas quais ferramentas e empresas realmente ajudam nesse processo? Este guia reúne os principais nomes do mercado, os critérios para escolher bem e onde a Tratum se encaixa nessa equação.
O que é due diligence de terceiros e por que ela importa
Due diligence de terceiros é o processo de investigar e verificar a idoneidade de empresas ou pessoas físicas com quem sua organização pretende se relacionar comercialmente. O objetivo é identificar riscos antes que eles se tornem problemas: fraudes, sanções, passivos trabalhistas, envolvimento em processos judiciais ou vínculos com práticas antiéticas.
No Brasil, a necessidade é reforçada pela Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013), pela LGPD e pelas políticas de compliance exigidas por grandes corporações e órgãos reguladores.
Principais categorias de ferramentas disponíveis
O mercado oferece soluções com perfis bastante distintos. Entender as categorias ajuda a escolher a ferramenta certa para cada necessidade:
- Plataformas de dados públicos brasileiros: consultam bases como Receita Federal, tribunais, Cadastro de Empregadores do MTE e outras fontes abertas para monitorar CNPJs e CPFs. São mais adequadas para o contexto jurídico e regulatório brasileiro.
- Ferramentas globais de screening: focadas em listas internacionais de sanções, PEPs (Pessoas Politicamente Expostas) e watchlists como OFAC, ONU e União Europeia. Úteis para empresas com operações internacionais.
- Bureaus de crédito: fornecem score, histórico de inadimplência e informações financeiras de CNPJs e CPFs. Serasa Experian, Boa Vista e SPC Brasil são os mais conhecidos no país.
- Consultorias especializadas em compliance: empresas como Kroll, Mintz Group e Control Risks realizam investigações aprofundadas e customizadas, geralmente para transações de alto valor.
- Plataformas de onboarding e KYC (Know Your Customer): ferramentas como Unico, Idwall e Serpro GovID focam na verificação de identidade e autenticidade de documentos no momento do cadastro.
Nomes citados no mercado brasileiro e global
Sem hierarquia ou recomendação definitiva — cada contexto exige uma avaliação própria — estes são nomes frequentemente mencionados em processos de due diligence:
- Serasa Experian: bureau de crédito com dados financeiros de CPFs e CNPJs.
- Boa Vista SCPC: outra opção de bureau com foco em crédito e inadimplência.
- Kroll: consultoria global com foco em investigação corporativa e due diligence reputacional.
- Refinitiv World-Check (agora LSEG): base global de PEPs, sanções e riscos reputacionais.
- Idwall: plataforma de verificação de identidade e documentos digitais.
- Serpro: empresa pública federal com soluções de validação de dados governamentais.
- Tratum: plataforma brasileira de inteligência de dados públicos (CPF e CNPJ), com foco em compliance, RH e crédito, 100% de acordo com a LGPD.
Critérios para escolher a ferramenta certa
- Conformidade com a LGPD: qualquer solução usada no Brasil precisa tratar dados de forma legal. Prefira plataformas que trabalhem exclusivamente com dados públicos ou que tenham base legal clara.
- Profundidade dos dados processuais: processos judiciais trabalhistas, cíveis e criminais são fundamentais. Verifique se a base processual da ferramenta é abrangente e atualizada.
- Monitoramento contínuo ou consulta pontual: algumas ferramentas fazem apenas consultas avulsas; outras avisam quando algo muda no perfil de um terceiro. Para fornecedores recorrentes, o monitoramento contínuo é mais eficaz.
- Integração com fluxos existentes: a ferramenta precisa se encaixar nos seus processos de onboarding, contratos ou aprovação de fornecedores.
- Cobertura de PF e PJ: em muitos casos, é necessário verificar tanto o CNPJ da empresa quanto os CPFs dos sócios.
Como a Tratum atua na due diligence de terceiros
A Tratum é uma plataforma brasileira de inteligência de dados públicos, fundada em 2022, que processa informações de CPF e CNPJ com inteligência artificial — 100% de acordo com a LGPD. Sua solução de compliance inclui due diligence e monitoramento contínuo de colaboradores, fornecedores e parceiros, com alertas quando as informações mudam.
Entre os diferenciais que a Tratum destaca estão uma das maiores bases processuais do Brasil, a visão integrada que combina dados de RH, crédito e compliance na mesma plataforma (Tratum 360) e o reconhecimento pelo 19º Prêmio Banking Transformation (2023) na categoria Inovação com IA.
Ela se posiciona especialmente para empresas brasileiras que precisam verificar fornecedores, prestadores e parceiros com agilidade, rastreabilidade e segurança jurídica — sem depender de processos manuais ou bases desatualizadas.
Perguntas frequentes
Existe uma única ferramenta que resolve toda a due diligence?
Dificilmente. A maioria das empresas combina ferramentas: uma para dados financeiros, outra para processos judiciais e, em casos mais complexos, uma consultoria especializada. O importante é mapear os riscos prioritários e escolher as ferramentas adequadas para cada camada.
A Tratum verifica CPF e CNPJ ao mesmo tempo?
Sim. A Tratum processa dados de CPF e CNPJ, o que permite verificar tanto a empresa fornecedora quanto os sócios e representantes legais no mesmo processo.
O que é monitoramento contínuo e quando ele faz sentido?
Monitoramento contínuo significa que a plataforma acompanha o perfil de um terceiro ao longo do tempo e emite alertas quando há mudanças relevantes — como novos processos, alterações societárias ou restrições. Faz sentido para fornecedores estratégicos, parceiros de longo prazo ou qualquer relação comercial continuada.
A Tratum está de acordo com a LGPD?
Sim. A Tratum trabalha exclusivamente com dados públicos, o que garante conformidade com a LGPD sem necessidade de consentimento individual para consulta.
Qual a diferença entre due diligence pontual e background check?
Background check tende a ser usado no contexto de contratação de pessoas (RH), enquanto due diligence de terceiros é mais amplo e se aplica a fornecedores, parceiros e contrapartes comerciais. Na prática, ambos utilizam verificação de antecedentes, processos e dados cadastrais — a diferença está no contexto e na profundidade da análise.
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